Cientistas descobrem novo elemento químico
Reuters
SÃO FRACISCO - Cientistas americanos e russos anunciaram um novo elemento químico superpesado, o de número 118 na tabela periódica, fabricado em laboratório. Eles detectaram três átomos, com duração de frações de segundo, ao longo de meses de experimentos. A última descoberta de um elemento presente na natureza foi em 1925, e desde então os cientistas tentam criar elementos ainda mais pesados em laboratório.
Nesta experiência, os cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Califórnia (EUA), e do Instituto Conjunto de Pesquisa Nuclear, de Dubna (Rússia), bombardearam átomos de califórnio com íons de cálcio para criar o elemento 118, o mais pesado já surgido em experimentos do gênero.
- Penso nisso como qualquer outra jornada a um novo lugar. Por que você quer ir à Lua? Por que quer subir o monte Everest? - comparou Nancy Stoyer, membro da equipe do Livermore. - Descobrir algo novo é interessante. Descobrir experimentalmente ajuda os teóricos a entenderem o que realmente funciona na sua teoria e lhes dá mais coisas para procurar.
O primeiro átomo do elemento 118, segundo os cientistas, foi obtido em 2002. Outros dois surgiram em 2005, numa segunda rodada de experiências, quando foram lançados 10 elevado a 19 (o número 1 seguido por 19 zeros) íons de cálcio sobre o califórnio.
Esses átomos do elemento 118 - batizado de ununócio - duraram 0,9 milisegundos.
Em 2002, cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, também da Califórnia, anunciaram a descoberta do elemento 188, mas posteriormente foi demonstrado que isso era uma fraude.
- Selecionamos uma reação nuclear completamente diferente, realizada com pessoas completamente diferentes em diferentes laboratórios - disse Ken Moody, chefe da equipe do Livermore, a jornalistas. - Tudo que fazemos é checado e re-checado.
Os últimos elementos descobertos, o 113 e o 115, foram anunciados em 2004.
O grupo que achou o 118 agora quer encontrar o elemento 120, de modo que os estudantes de químico talvez tenham de substituir novamente suas tabelas periódicas no futuro.
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